A melhor receita de café

Atualizado: Abr 18

Em tempos como este, paramos para repensar diversas atitudes e comportamentos, não é verdade? O COVID-19 veio para nos lembrar de muitas práticas de coletividade, mesmo sem beijos e abraços.

Assim como no campo onde as produções estão sujeitas a pragas e pestes, nós também estamos. A economia como um todo sofrerá as consequências destes dias de caos. Minha proposta hoje é apresentar alguns dados do campo e mostrar o quão importante é o agro na nossa vida.

No dia 20 de março se comemora o Dia Mundial da Agricultura e é essa atividade que nos traz até aqui para comunicar sobre esse grão mágico que é o café.

Muitas pessoas relacionam a agricultura apenas com o fornecimento de alimentos, mas ela representa significativa participação na indústria do vestuário (como matéria prima), medicamentos, cosméticos e biocombustíveis. Nos dias de home office, a agricultura não para.

Nesse mesmo contexto global onde álcool gel e alguns medicamentos se esgotam das prateleiras, aqueles que trabalham no campo, muitas vezes, não têm ao menos instruções de higiene e sanitização. Se você nunca foi a uma lavoura de café ou nunca ouviu o termo boia-fria não sabe aonde quero chegar: aqueles que estão semeando, lavrando ou colhendo dividem um mesmo copo de café que, por vezes, é a própria tampa da garrafa térmica; não tem condições de lavar as suas mãos antes de comer ou ao menos sabem sobre a importância de lavar com água e sabão os talheres antes de usar.

Hoje, precisamos lembrar que além de tornar possível um melhor acesso a estas boas práticas no campo também devemos nos atentar sobre nossos próprios atos em relação aos alimentos: o primeiro passo na valorização de todos esses processos que passam por muitas mãos trabalhadoras. São estas pessoas que dedicam seus esforços para levar até a sua mesa o alimento, essas atividades são de imensa importância para o mundo e não param nem em tempos de calamidade.

O Brasil é um grande produtor de alimentos e responsável por abastecimento de 1/3 de todo o café do mundo. Em 2018, ano de safra record, a colheita foi de 242,1 milhões de toneladas de grãos, exportando 37,12 milhões de sacas de 60 kg de café verde no ano-safra de 2018/19, encerrado em junho, 38,1% a mais que na safra anterior, impulsionada pela maior produção da história.

Apesar disto, o Brasil ainda consome pouco do seu melhor café, mesmo que o mercado de cafés especiais cresça exponencialmente ainda temos um longo chão de terra pela frente. A grande barreira sobre o mercado interno de cafés de qualidade não é somente econômica, mas também social e cultural. Fazemos muito café, muitas garrafas de café, e quem consome tudo isso? A pia. A maior parte do café que fazemos no Brasil é jogada fora. Portanto, precisamos entender que para consumir melhor é necessário consumir conscientemente.

Neste tempo em casa, pense bem antes de jogar café fora, o trabalho de muitas pessoas que não param está na sua frente, reveja seu desperdício. Ajude o comércio local como puder e valorize o pequeno produtor rural, no mínimo, refletindo sobre o produto. A busca por cafés de qualidade é incessante aqui e queremos que mais e mais pessoas possam experimentar esse elixir de brasilidade. Por isso, precisamos valorizar o que temos à mesa. Seja o café, o pão ou a prosa.


Pra dizer que não escrevi uma receita, em métodos filtrados utilizamos em torno de 10g (1 colher de sopa) para cada 120ml de água. Uma balança ajuda na economia e é uma ótima dica de item para ter em casa.

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